Pacientes hipertensos e a anestesia local na Odontologia: devemos utilizar ou não soluções anestésicas com vasoconstritores?

Ana Elisa Matos de Oliveira, José Leonardo Simone, Rosangela Almeida Ribeiro

Resumo


Anestésicos locais associados a alguns vasoconstritores podem ser utilizados em pacientes hipertensos na Odontologia. A felipressina ou a epinefrina são os mais indicados no atendimento a pacientes com hipertensão controlada no estágio I ou II. Quando utilizada em doses terapêuticas e, evitando-se a administração intravascular, as alterações pressóricas que podem ocorrer com os vasoconstritores adrenérgicos, como a elevação na pressão sistólica, são compensadas por uma diminuição na resistência vascular periférica, e, conseqüentemente, uma diminuição da pressão diastólica. Portanto, a preocupação deve ser com o aumento na concentração sangüínea de catecolaminas em função de uma sobredosagem, e/ou administração intravascular inadvertida, principalmente se associados a um elevado grau de estresse e de ansiedade. A potencialização dos seus efeitos sistêmicos pode estar ainda relacionada a interações medicamentosas em pacientes que fazem uso de antihipertensivos do tipo beta-bloqueadores não-seletivos ou diuréticos não caliuréticos, que poderiam estar mais susceptíveis a possíveis precipitações de episódios hipertensivos motivados por estes vasoconstritores. Uma anamnese bem detalhada, uma anestesia mais eficaz com a associação de um vasoconstritor, bem como o controle da ansiedade e do medo frente a um tratamento odontológico são benéficos no atendimento a pacientes hipertensos.


Palavras-chave


locais, vasoconstritores, pacientes hipertensos

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HU Rev., Juiz de Fora, MG, Brasil. e-ISSN: 1982-8047 / p-ISSN: 0103-3123 

 

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