A participação masculina no planejamento familiar

Marcília Gonçalves Dias, Juliana Silva dos Santos, Danielle Rodrigues Almeida, Fernanda Cardoso Rocha, Gregório Ribeiro de Andrade Neto, Dina Luciana Batista Andrade

Resumo


O programa de Planejamento Familiar foi implementado oficialmente no Brasil em 1984, com objetivo de articular ações que visam a liberdade do casal em decidir o número de filhos que podem ou querem ter. Este trabalho objetivou conhecer os motivos pelos quais a população masculina não participa do Planejamento Familiar e compreender o significado do Planejamento Familiar para homens adultos em idade reprodutiva, casados ou em união consensual. Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada com sete homens, que tinham suas companheiras cadastradas no Programa de Planejamento Familiar, em duas equipes de Saúde da família na cidade de Montes Claros. A análise dos dados possibilitou chegar às seguintes categorias: (1) Distanciamento dos serviços de saúde; (2) Desconhecimento acerca do planejamento familiar e (3) Feminização do cuidado. Os achados revelaram a inexistência de atividades que possam incitar a participação masculina no planejamento familiar com suas parceiras, uma vez que essa inserção é recente e desconhecida pelo público masculino. É preciso ampliar o diálogo e reorganizar as estratégias de planejamento e gestão para encorajar e conferir a devida importância que os homens possuem nesse cenário de diálogo e decisões sobre a própria família.


Palavras-chave


Planejamento Familiar. Atenção Primária à Saúde. Saúde da Família.

Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, M. G.; et al. Opinião de profissionais sobre a efetivação da Politica Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v.18, n.4, p.682-689, out/dez. 2014.

BRASIL. Lei 9.263 de janeiro de 1996. Lei de Regulamentação do Planejamento Familiar, Brasília, 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9263.htm . Acesso em 20 de out. de 2018.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes Nacionais para a Atenção Integral á Saúde de Adolescentes e jovens na Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde. Brasilia-DF, 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_atencao_saude_adolescentes_jovens_promocao_saude.pdf . Acesso em 30 de jan. de 2018.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde da família: uma estratégia para a reorientação do modelo assistencial. Brasilia-DF,1998. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd09_16.pdf . Acesso em 24 de out. de 2018.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de atenção integral á saúde da mulher: princípios e diretrizes. Brasilia-DF, 2004. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nac_atencao_mulher.pdf . Acesso em 17 de dez. de 2017.

BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia prático do programa saúde da família. Brasilia-DF, 2001. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/partes/guia_psf1.pdf . Acesso 15 de out. de 2017.

CASARIN, S. T.; SIQUEIRA, H. C. H. Planejamento familiar e a saúde do homem. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, vol.18, n.4, p.662-668, 2014.

CORDEIRO, S. V. L.; et al. Atenção básica à saúde masculina: possibilidades e limites no atendimento noturno. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, vol.18, n.4, p.644-649, out/dez. 2014.

COUTO, M. T. et al. O homem na atenção primária à saúde: discutindo (in) visibilidade a partir da perspectiva de gênero. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 14, n. 33, p. 257-270, abr/jun. 2010.

MORAES, A. C. B. et al. Participação masculina no planejamento familiar e seus fatores intervenientes. Revista de enfermagem UFSM, v.4, n.3, p.498-508, jul/set. 2014.

MOREIRA, M. C. N. et al. E agora o homem vem?! Estratégias de atenção à saúde dos homens. Revista Cadernos de Saúde Pública, v.32, n.4, p. e00060015, mai. 2016.

MOREIRA, M. H. C.; ARAÚJO, J. N. G. Planejamento familiar: autonomia ou encargo feminino. Psicologia em Estudo, v. 9, n. 3, p. 389-398, 2004.

OSIS, M. J. D. et al. Atenção ao planejamento familiar no Brasil hoje: reflexões sobre os resultados de uma pesquisa. Cadernos de Saúde Pública, v. 22, p. 2481-2490, 2006.

PIKKETY, T. O capital no século XXI. Trad. Bolle, B. M. 1ª Ed. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014.

RODRIGUES, C. C. RIBEIRO, K. S. Q. S. Promoção da saúde&58; a concepção dos profissionais de uma unidade de saúde da família. Trabalho, Educação e Saúde, v. 10, n. 2, p. 235-255, jul/out. 2012.

SANTOS, J. C. A produção de sentidos intergeracional de homens sobre o planejamento familiar. 2015. Tese (Tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Processos de Desenvolvimento Humano e Saúde)-Instituto de Psicologia- Universidade de Brasília. Brasília, 2015.

SANTOS, J. C.; FREITAS, P. M. Planejamento familiar na perspectiva do desenvolvimento. Revista Ciência e Saúde Coletiva, v. 16, n. 3, p. 1813-1820, mar. 2011.

SAUTHIER, M.; GOMES, M. L. B. Gênero e planejamento familiar: uma abordagem ética sobre o compromisso profissional para integração do homem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 64, n. 3, p. 457-464, mai/jun. 2011.

VIEIRA, K. L. D. et al. Atendimento da população masculina em unidade básica de saúde da família: motivos para a (não) procura. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 17, n. 1, p. 120-127, jan/mar. 2013.

XAVIER, S. Q. et al. Group of education in health: closeness of men to a primary health care center. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online, v. 7, n. 2, p. 2372-2382, abr/jun. 2015.




Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

HU Rev., Juiz de Fora, MG, Brasil. e-ISSN: 1982-8047 / p-ISSN: 0103-3123 

 

INDEXADORES:

     

 

   

 

  

 

 

  

 

 

 

 

Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.

 

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia